quinta-feira

Snoopy e sua turma






Uma turma de garotos e garotas, cada um com uma personalidade bem marcante vivendo seu dia dia e aprendendo a lidar com os problemas da vida. Os protagonistas desse desenho são o garoto Charlie Brown (Minduim para os íntimos) e seu genioso Beagle, o cachorro Snoopy. Parece que para Charlie Brown as coisas sempre eram mais difíceis, enquanto seu cachorro fazia questão de se exibir fazendo mil peripécias e agindo como um ser humano.

Quem não se lembra do Linus, o melhor amigo do Charlie Brown, que não largava seu cobertor azul por nada, ou que tal a irmã do Linus, a Lucy, sempre mandona, implicante e pronta a humilhar o pobre Minduim. Isso para não falar dos demais personagens, tais como o Schroeder que estava sempre a tocar seu piano e adorava Beethoven, ou a Patty Pimentinha que tinha um jeito de menino mas tinha uma queda pelo Charlie Brown e sua fiel amiga Marcie que sempre a chamava por "Meu", ou a Sally, irmã do Charlie Brown que era perdidamente apaixonada pelo Linus ou até mesmo aquele passarinho amarelo que estava sempre junto ao Snoopy, o Woodstock !

As aventuras dessa turminha mostram de uma forma bem leve e simpática os "problemas" que as crianças passam durante sua infância. Cada personagem tem uma característica toda própria, tornando cada um deles especial. Snoopy é um animal tão esperto que até parece uma das crianças da turma. Ele joga beisebol, participa de aulas na escola e até dá palpites que ajudam nos assuntos da garotada. Charlie Brown, além de ser o dono do Snoopy, é o garoto mais bonzinho e azarado da turma. Normalmente, vive sendo atormentado pela garotinha Lucy. E por falar em Lucy, ela é a mandona da turma: todo problema ela resolve no grito e quando não está na aula, está vendendo conselhos de psicanálise em sua barraquinha de limonada. Sally é a irmã mais nova de Charlie Brown e é super gamada pelo garoto Linus. Ele, além de irmão da Lucy, é o intelectual do grupo e não desgruda de seu cobertorzinho azul.O músico da garotada é o Schroeder. Toca as sinfonias de Beethoven sem o menor problema.Patty Pimentinha é a revolucionária do grupo e amiga inseparável de Marcie que, por sua vez, tem uma quedinha por Charlie Brown. Por fim, Woodstock é o passarinho companheiro de aventuras de Snoopy.
Todos os episódios dessa criançada esperta são embalados por músicas instrumentais que ficam tocando ao fundo, dando um toque bem legal às cenas.
Não dá para resistir a um desenho tão inteligente e bem feito como esse.

domingo

Impulse


Je vais t'aimer
Tant et seulement
De façon si intense
Comme l'eau
D'une chute
Qui se jette
Sans connaître son cours.
Je vais t'aimer dans une impulse!...
Sans vouloir savoir si à la fin
Il restera quelque chose de moi.

Je vais t'aimer
Sitôt comme femme
Sitôt comme poète,
Avec romantisme
Et fantaisie,
T'aimer nuit et jour,
Sous la lune ou sous le soleil,
Avec passion
Et des vrais sentiments,
Sans mot dire...
T'aimer à toi simplement
Sans vouloir savoir du après.


T'aimer dans une impulse!...
Avant que je te laisse,
Avant que je disparaisse
Et te quitte dans ma fatigue.
Avant que ne me me dise, à moi,
Pas sans grande tristesse,
Que je ne sais plus aimer..

Art Nouveau



Estilo artístico desenvolvido na Europa a partir do final do século XIX.

O estilo Art Nouveau é caracterizado pela sua ruptura com as tradições que até então persistiam excessivamente na arte e na arquitetura. Tratou-se de um estilo novo voltado para a originalidade da forma, de modo que era destituído de quaisquer preocupações ideológicas e independente de quaisquer tradições estéticas.

Pretendendo-se como nova arte, o estilo procura ainda rejeitar as formas meramente funcionais envolvidas em todos os objetos decorativos provenientes da produção em massa e adere às formas sinuosas, curvilíneas.

Portanto tal estilo teve principal influência sobre a arte decorativa do início do século e ainda sobre a arte arquitetônica, na qual grandes nomes da arquitetura moderna se utilizaram deste estilo, como por exemplo o arquiteto espanhol Gaudi.

Também na pintura, o estilo esteve relativamente presente nas obras de personalidades artísticas como Vasili Kandinsky e Franz Marc. O estilo teve seu período de sucesso entre as duas últimas décadas do século XIX e as duas primeiras do século XX, em que é substituído paulatinamente pelo estilo Art Deco e definitivamente abandonado por ser considerado um estilo já ultrapassado.

sexta-feira

John Constable













John Constable nasceu em 11 de junho de 1776, Bergholt, Suffolk. Estudou na Dedham Grammar School e ao deixar a escola, trabalhou um período com seu pai, apesar de seu coração não estar ali.

Em 1799 convenceu então seu pai a mandá-lo para a Royal Academy em Londres para estudar arte. Em 1816, Constable conquistou sua segurança financeira com a morte de seu pai. Casou-se com Maria Bicknell contra a vontade da família dela e foram muito felizes. Com a morte de sua esposa, em 1828, caiu numa profunda depressão e seus trabalhos tornaram-se mais escuros passando um ar de lamento.
Foi um dos artistas pioneiros na percepção e estudo da mudança dos efeitos da luz e condições atmosféricas na arte. Constable, que fez da natureza seu tema principal, dedicou-se à compreensão e desenvolvimento de novos caminhos para descrever a mutação.
O céu principalmente o encantou devido às mudanças de luminosidade na natureza as quais governam tudo. Marcou fortemente esta sua obsessão com estudos das nuvens e da abóbada celeste. Ele também experimentou diferentes técnicas com folhas molhadas e sereno capturando novos efeitos para retratá-los em seus trabalhos.
Constable tinha grande afinidade com a poesia e ocasionalmente exibiu seus escritos.
Constable ganhou reconhecimento da sua obra lentamente, primeiro na França e depois na Inglaterra. Faleceu em 1837 e foi um inspirador fundamental para os pintores do Romantismo e pintores de paisagem de forma geral.

terça-feira

Brasil Tupi



Em 1500, quando os portugueses chegaram às terras brasileiras, havia cerca de 5 milhões de nativos vivendo aqui.Chamados
genericamente de índios, dividiam-se em 1.300 povos distintos.
Que travou contato com os europeus,foram os povos do tronco lingüistico tupi, que habitavam a faixa lotorânea.
Os tupis deslocavam-se continuamente de leste para oeste,porque buscavam um lugar de abundância e imortalidade, divulgado por seus profetas como a Terra sem mal.Assim,uma das características de sua organização social era o comportamento nômade ou semi-sedentário.
Viviam em aldeias circulares conhecidas como tabas e os homens eram responsáveis por sua defesa.A pesca,a caça,a construção e a confecção de armas e canoas também eram atividades masculinas.
As mulheres coletavam e cuidavam das roças de mandioca,milho e feijão;
teciam,cozinhavam e faziam a cerâmica.
As crianças e os idosos eram muitos respeitados.
Os principais líderes das comunidades eram o chefe guerreiro,responsável pela organização militar da aldeia, e o pajé, curandeiro e líder espiritual.
Entre os indígenas brasileiros não existia a propriedade privada da terra, nem o comércio; porém, eram muito comuns as trocas rituais de presente.
Havia disputas entre as diferentes comunidades indígenas e a guerra era vistacomo uma forma de vingar antepassados e de capturar guerreiros par serem sacrificados em rituais antropofágicos.
Comer a carne de um combatente inimigo era uma forma de adquiri sua qualidades guerreiras.
Desde o contato com os portugueses, a partir do século XVI, essas comunidades indígenas foram dominadas e exterminadas pela escravidão e pelas novas doenças, como a gripe e a varíola.
Ocorreu um terrível genocídio: hoje se calcula que existam 370 mil indígenas, agados em 222 povos que lutam pelo direito de preservar sua vida e sua cultura.

quinta-feira

A Arte Grega

A arte grega, assim como em outros lugares, é a representação da realidade, cuja manifestação é sempre precária e fragmentada. O povo grego cultivava a arte pela arte, porque o cidadão pertencia, antes de qualquer coisa, à política e menosprezava a sua dignidade se fizesse da arte uma produção, um meio de sustento. Para os helênicos, a natureza era a norma e a ciência dava a virtude.
Na Grécia, a beleza e a racionalidade do universo eram as manifestações mais elevadas do Bem.

Durante o segundo milênio ac, vieram da Ásia Menor povos indo-europeus, que iniciaram o período Minóico. Partindo de Creta, espalharam sua cultura com muita facilidade devido ao comércio marítimo. Uma era de invasões, emigrações e conflitos acabaram com a civilização pré-helênica dos últimos séculos deste milênio. A invasão dos dórios marcou a transição da Idade do Bronze para a Idade do Ferro. Deste modo, reuniram-se todos os ingredientes que eram necessários para a formação do que viria a ser a Grécia Clássica, começando, assim, o período arcaico.

O estilo geométrico surge no primeiro período da arte grega (1000 – 700 ac). Percebe-se uma disputa entre linhas retas e curvas. Este novo estilo, o Arcaico, mostra-se claramente na cerâmica e na arquitetura. De maneira limitada e repetitiva, surgem às figuras de animais e monstros mitológicos, além de imagens do homem nu, o atleta, e da mulher vestida, lembrando uma deusa.

Ao que se refere às terracotas, os gregos aprenderam esta arte por volta do século VII ac, manifestando-a principalmente com a figura feminina. A última fase da cerâmica geométrica produziu grandes vasos de um estilo robusto, bastante conhecidos, que prestava a maior atenção à pintura de homens e animais. Durante o século VI viu-se um considerável progresso e surgiram os mais grandiosos exemplares da cerâmica de figuras negras, desenhadas com um verniz opaco e muito escuro.

A invasão da Grécia pelos persas e as lutas que os gregos tiveram que enfrentar destruíram grande parte da arte arcaica. Após as guerras, Atenas foi reconstruída. A proeza da vitória foi devida aos deuses, o que ocasionou a construção de inúmeros templos, que juntamente com as novas estátuas, indicam a familiar fisionomia do período Clássico (480 ac). A arte grega desta época mostrou-se naturalista. Por um princípio estético, o corpo humano nu se percebe como uma construção, com suas linhas muito claras.

Um pouco de Claude Monet









Claude Oscar Monet nasceu em Paris, no dia 14 de novembro de 1840. Seu pai era comerciante de secos e molhados e queria que o filho tivesse uma profissão. O destino decidiu o contrário. Quando Monet estava com cinco anos, a família se mudou para Le Havre, um agitado porto marítimo na desembocadura do Sena, perto das espetaculares rochas brancas de Etretat e Fécamp. O jovem Monet ficou excitado com o movimento das embarcações e com os variantes humores do mar - eles atraíam seu temperamento naturalmente volátil e sentimental.



No final da adolescência, ele conheceu Eugène Bodin, pintor que tinha uma loja de pigmentos em Honfleur. Bodin viu alguns desenhos do jovem Monet e o encorajou a pintar e, o que é mais, a pintar ao ar livre, método não muito comum numa época de pintores de ateliê.



Entusiasmado com a idéia de ser pintor, Monet foi para Paris, ingressando na Académie Suisse e no estúdio Gleyre. Ambos os lugares eram sementeiras para novas gerações de pintores e ali Monet conheceu Bazille, Pissaro, Renoir, Sisley e outros, os dois últimos se tornara seus amigos para o resto da vida.



Durante muito tempo Monet foi considerado, como Cézanne observou, "meramente um olho, mas que olho", traduzindo para as telas as imagens diante dele. Cézanne foi um pintor intelectual, criador de uma teoria que se tornou a base da arte moderna; quando ele chamou Monet de "meramente um olho", não quis dizer o olho mundano através do qual a maioria de nós vê o mundo. O olho de Monet era o olho de um pintor, um olho com uma mente criativa por detrás, interpretando a realidade aparente e colocando-a no contexto das idéias do pintor, criando assim uma nova visão para o espectador.


A abordagem do mundo por Monet seguia linhas venezianas em vez de florentinas: ele interpretava o mundo através da cor e não do desenho. Seus ancestrais são Ticiano e Claude, e não Michelangelo e Poussin. Como seus predecessores, Monet descobriu que a cor tem suas próprias razões, assim como o desenho, a cor rompe as nítidas exigências da linha. Monet buscava a verdadeira realidade por trás da aparência visual esticando a cor até seu limite e procurando, na própria natureza, aquelas nuanças significantes que expressam a realidade do mundo.



Em 1870, Monet casou-se com Camille Doncieux e os dois foram para Trouville passar a lua-de-mel. De lá, Monet foi até Le Havre e, por motivos que ninguém soube explicar, mas que provavelmente estavam relacionados com o medo de ter que se alistar no exército francês, viajou para a Inglaterra no início da Guerra Franco-Prussiana. Sua mulher teve que ser resgatada por Boudin e enviada depois dele.


Em Londres, para onde Pissaro também fugira, Monet pintou suas primeiras cenas londrinas. Terminada a guerra, ele e a mulher voltaram para a França, em 1872, e fixaram residência perto de Paris, à beira do Sena, em Argenteuil. Ali, Monet iniciou um fértil período de pinturas e discussões sobre arte com seus amigos Renoir, Manet e Sisley. Em 1878, mudou-se novamente para a vizinha Vétheuil. Foi ali que Monet fez amizade com um rico negociante, Ernest Hoschedé e sua esposa, Alice, que se tornaram admiradores de seus quadros. Quando os negócios de Hoschedé foram abaixo, ele desapareceu deixando a mulher e os filhos com Monet.


No ano seguinte, sua amada esposa Camille, morreu de tuberculose meses depois de ter dado à luz o seu segundo filho. Monet registrou o seu leito de morte em um quadro extraordinário. Depois da morte de Camille, o inquieto Monet fez várias viagens à Riviera francesa e à italiana, à Normandia e à costa atlântica da França. Onde ia, pintava, mas não estava contente com o seu trabalho. Temas diferentes não eram a resposta; o importante era a pintura em si, o significado da realidade através da cor.


Monet acabou voltando para o campo perto de Paris, alugando e depois comprando uma casa em Giverny onde começou a plantar um jardim onde pudesse pintar. Em 1891, começou a sua famosa série de montes de feno nos campos circunvizinhos, em todas as épocas do ano e condições climáticas. Um ano depois, começou a sua igualmente famosa série de quadros da Catedral de Rouen. Ao mesmo tempo, pintou várias vezes o seu jardim em Giverny.


Alice Hoschedé já compartilhava da vida de Monet há alguns anos: as cartas que lhe escreveu sobre as excursões para pintar, e sobre seus medos e esperanças, dão uma visão maravilhosa da mente do artista. Quando o marido dela morreu, em 1892, Alice e Monet se casaram.


Monet entrou numa fase feliz e produtiva da sua vida. Seus trabalhos foram aceitos pelo Salão Oficial e não lhe faltava dinheiro. Viajava para a Noruega, Veneza, Londres, mas seu lar, tanto doméstico quanto artístico, era em Giverny.A morte de Alice, em 1911, deixou-o só e desolado, e ele estava tendo dificuldades para enxergar. Depois de uma operação de catarata, e usando óculos especiais, pôde continuar trabalhando e foi incentivado por Georges "Tigre" Clemenceau a terminar a grande série de nenúfares que o governo francês adquiriu. Embora aclamado como um grande pintor fanês, o próprio Monet, como a maioria dos artistas, jamais sentiu ter alcançado a perfeita realização de suas idéias. Morreu no dia 5 de dezembro de 1926.